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Fitoterapia


A Fitoterapia

 

É sem duvida o método terapêutico mais antigo da humanidade e nos últimos tempos tem crescido o interesse pelo seu estudo científico. Este método Milenar utiliza a parte activa da planta. 


As plantas foram desde primórdios da humanidade  os companheiros mais próximos do homem.  No mundo em que vivemos continuamos (Com a excepção de alguns poucos)em  não reconhecer a importância das plantas; mas elas constituem a nossa maior fonte de alimento, combustível, vestuário etc. 

 

 Desventajas-de-la-medicina-natural-1_0.jpg

 

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Fitoterapia

Conheça melhor as Plantas:

ABACATEIRO

ABÓBORA

ABRÓTANO

AÇAI

AÇAFRÃO-DA-INDIA

ÀCER

ACEROLA

AGRIMÓNIA

AGRIÃO E CHAGA

AMIEIRO NEGRO

ANANÁS

ANIS ESTRELADO

AIPO

ALCAÇUZ

ALCAXOFRA

ALCARAVIA

ALECRIM

ALFARROBEIRA

ALFAZEMA

ALHO E CEBOLA

ALOÉ

ALTEIA

AMOR-PERFEITO-BRAVO

ANGÉLICA

AQUILEA

ARNICA

ARTEMÍSIA

ÁRVORE-DO-CHÁ

ASPÉRULA-ODORÍFERA

DENTE DE LEÃO

ERVA-DOCE

TOMILHO

Infusões, Decocções e Tinturas

tradição diz-nos que uma chaleira de chá a asso­biar traz boas notícias. Somos também avisados para nunca deixar secar a chaleira, ou teremos má sorte. Ao longo dos séculos, acabámos por reco­nhecer que o chá de camomila é calmante, que o chá de trevo-dos-prados é bom para a garganta inflamada, que as folhas de framboesa e de amora são boas para misturar e que o chá de bagas de roseira-brava é rico em vitamina C.

No entanto podemos não saber que a bergamota (útil na tosse e na febre) confere um sabor característico ao chá earl grey, mas apreciamo-lo da mesma forma. Talvez não constitua uma coin­cidência o facto de que a descoberta do chá e a origem dos co­nhecimentos médicos tivessem sido atribuídos à mesma pessoa, o chinês «Imperador Amarelo» (c. 2500 a. C), que se diz ter salvo o seu povo da epidemia da cólera insistindo para que este fervesse a água.

Uma vez que as folhas de chá foram muitas vezes acrescentadas à água, vários chás ficaram associados a poderes curativos. No Japão o aspecto meditativo da cerimónia do chá assumiu pro­priedades fortificantes. Pode uma simples chávena de chá e outras ervas ser a chave para a saúde?

A Sra. Beeton no seu livro Book of Household Management (1861), referiu o chá como «a bebida que anima e não inebria», citando William Cowper. Por volta da mesma altura, Florence Nightingale fez notar que o chá tinha adquirido um lugar mítico nos quartos de doentes ingleses: «Muitas coisas contra o chá são ditas por pessoas sensatas, e uma grande quantidade de chá é dada aos doentes por pessoas tolas.» O que ela pretendia dizer é que o chá, embora certamente fortifi­cante, não podia substituir alimentos mais nutritivos. 

Para que servem os Chás?

Consoante os ingredientes usados, o chá pode ser um medicamento preventivo, um fortificante ou sim­plesmente servir para saciar a sede ou ser tomado pelo prazer de relaxar.

O ácido tánico que existe no chá tem sido prescrito para neutralizar toxinas alcalinas, que incluem a morfina e outros narcóticos, a nicotina, a estricnina e a cafeína.

Alguns chás são usados para reduzir os níveis de colesterol do sangue, como estimu­lantes ou como adstringentes.

Os chás verdes são reco­mendados pelas suas propriedade diuréticas e para neutralizar tumores.

Pense na chávena de chá como um veículo para transmitir os poderes curativos de uma variada gama de diferentes ervas, mas escolha as ervas que vai utilizar com muito cuidado. Algumas, como a consolda, podem ser prejudiciais.

Infusões e Tisanas

Uma infusão é uma forma de fazer chá.

Faça uma chávena de chá. Deixe-o macerar um pouco mais de tempo, entre 10 a 20 minutos, e assim obtém uma infusão.

Alguns chamam-lhe tisana.

Os elementos so­lúveis da hortelã-pimenta (ou qualquer outra planta que escolha), por exemplo, ficam libertos dentro da água quente e pode inalá-los através do vapor, beber o líquido, ou talvez aplicá-lo externamente como lava­gem anti-séptica.

Nem todas as infusões são feitas para beber; algumas são usadas para enxaguar, para utilizar com compressas, para mergulhar os pés, para massa­jar a pele, ou para usar como aromatizante.

Uma infusão pode conter um ou vários ingredientes. Pode ser ingerida quente ou fria, inalada como vapor, usa­da para perfumar uma almofada para ajudar a libertar o stress ou a insónia, ou apreciada num banho.

Decocção ou quando Ferver

Se a sua planta medicinal for resistente - como por exemplo a casca, as raízes, rizomas, sementes, nozes ou caules de madeira - então precisa de um proces­so mais intensivo para fazer um chá.

Leve os ingre­dientes a ferver em água, tape e deixe cozer lenta­mente durante 10 a 20 minutos.

É assim que se faz a decocção, palavra que vem do latim de (descer) e de coquere (cozinhar).

Ferver ou deixar cozer lentamen­te é necessário para libertar os elementos concentra­dos que procura.

A erva-cidreira e o marroio geral­mente necessitam de ser fervidos.

Alguns ervanários sugerem que deve colocar as cascas ou outras partes das plantas de molho durante a noite em água fria, e levá-las depois a ferver.

Tal como as infusões, as decocções podem conter um ou vários ingredientes, podem ser ingeridas quentes ou frias, ou aplicadas de qualquer outra forma.

As duras folhas da gualtéria, partidas e colocadas de molho em água, podem ser utilizadas através da decocção para fazer uma aplicação externa para alívio das dores dos hematomas e dos inchaços.

No entanto, as fo­lhas de hortelã ou flores de camomila, frescas ou secas, são mais frágeis e precisam apenas de uma ligeira infu­são.

A decocção vai fazer evaporar os seus óleos e fragrân­cias. Tanto as infusões como as decocções podem arrefe­cer e ser aquecidas um ou dois dias depois. Ou podem ser convertidas em xaropes aquecendo-as com açúcar ou mel, tornando-as mais saborosas para as crianças.

Tinturas ou Extracções Químicas

Uma tintura é outro método de extrair as substâncias benéficas das plantas, desta vez colocando-as de molho durante algum tempo num solvente como o álcool.

O processo pode demorar várias semanas ou mais.

As resinas e as gomas requerem cerca de 90 por cento de álcool para extrair as substâncias essenciais; um glicósido (tal como a saponaria, o verbasco, as azedas ou o alcaçuz) ou um tanino (como a hamamélis) podem necessitar de apenas 25 por cento.

O brande, o gim e a vodca foram todos usados com bons resultados.

As tinturas à base de álcool têm tendência a ser muito concentradas, e as doses são administradas com conta-gotas ou colheres de chá. (Tenha o cuidado de usar apenas as doses recomendadas).

O   álcool   actua   também como conservante, por isso as tinturas podem ser guardadas sem necessidade de frigorífico, durante dois anos e por vezes por um maior período de tempo.

Os vinagres (geralmente de sidra) e a glicerina são usados para extrair os 

alcalóides, minerais e vitaminas, mas não têm o poder de extracção do álcool.

Os vinagres de ervas, como o de estragão que agora se encontra com facilidade em supermercados, são feitos com tinturas à base de vinagre com uma potência muito suave.

O glicerol é mais doce do que o álcool ou o vinagre e como tal é muitas vezes usado nos remédios das crianças ou para as pessoas que não podem tolerar o álcool.

As tinturas são geralmente feitas com um só ingrediente, no entanto podem ser combinadas de várias formas para criar um medicamento.

As ervas muito amargas são geralmente aplicadas em tinturas e depois combinadas com chás doces ou camufladas de outras formas.

As lojas de alimentos dietéticos e as ervanárias geralmente comportam uma variedade de tinturas comercializadas, algumas das quais (como a hidraste e a equinária) podem já vir com­binadas em forma de medicamento.

Se fizer as suas próprias tinturas para utilização a longo prazo, deve coar o líquido da gar­rafa com um passador de pano para remover as partes sólidas das plantas e evitar que a tintura se estrague.

Alguns jardineiros ávidos com­pram uma prensa de vinho ou um macaco hidráu­lico para comprimir as suas ervas obtendo um maior rendimento e potência. (Atenção! Não tente diluir uma tintura ou qualquer óleo essencial em água e usá-la como uma infusão ou uma decocção. O mais provável é tomar uma dose excessiva.)

De O livro dos Remédios Caseiros, Martha White

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Comentário de miriam sofia cardoso capato em 8 janeiro 2016 às 15:06

excelente esse artigo  , tive uma bela experiencia  com o urucum, minha mãe estava com gastrite,corrosiva ,hemorragica  , foi o que constou  no exame  ,e conversando com uma senhora ja com uma idade bem avançada  ,comentei que estava a passar com minha mãe  , me sugeriu que fizesse o seguinte , em um copo de agua filtrada colocasse um punhado da semente do urucum e deixasse por 12 horas apos isso retirar as sementes e tomar aquela agua vermelha o dia todo aos poucos ,que fizesse isso por uns 10 dias  e se quizesse podia fazer o chá das folhas do urucum  que tambem era muito bom , sugeriu então que tomasse a agua da semente durante o dia , e a noite o chá , assim foi feito ,. Para nossa surpresa 14 dias depois repitiu o exame  e nada mais havia .foi uma experiencia maravilhosa . vendo essa materia  , resolvi partilhar da minha experiencia .     obrigada 

Comentário de Yoani Manuel em 11 agosto 2015 às 17:51
Aprendi muito!
Comentário de francilena da silva meireles mar em 29 março 2015 às 23:27

Muito bom , gostei da explicaçao

Comentário de Gisele Fátima em 18 fevereiro 2015 às 12:19

Gostei do artigo. Muito bom!

Comentário de NEUZA MARIA RIBEIRO BISCHOFF em 4 fevereiro 2014 às 22:31

Fantastico muito bom para nos ler e ver como é bom .

granta!!!!!!

Comentário de rosapinaraujo em 31 julho 2012 às 23:45

Sou uma fã de medicina natural...

 

 

 

 

Comentário de Filomena Maria B. Fernandes em 27 abril 2012 às 23:17

concordo plenamente com o tratamento atraves das plantas naturais. Este e o melhor...

Comentário de rita lopes em 15 fevereiro 2012 às 14:59

eu acredito na cura atraves das plantas medicinais, tenho experiencias de cura pelas plantas, é maravilhoso!!

Comentário de Antonio Teixeira Fernandes em 16 dezembro 2011 às 16:16

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