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Histórias de Vida

HISTÓRIAS DE VIDA REAIS

DA PRISÃO Á LIBERDADE

 A Dança da Vida

 

 OBRIGADO ALCOOL, não me deixas-te saída.

 

Foi nos anos 80 que comecei a tentar controlar a minha forma de beber. Jamais poderia imaginar que tinha um problema com o álcool. Era na altura um empresário de sucesso, respeitado por inimigos e estimado pela grande maioria dos bem sucedidos da vida. A minha família esposa, filhos, sogro e sogra, apoiavam-me, incondicionalmente. Éramos uma família exemplo. A minha esposa era filha única, e sentia-me com muita sorte, pela família maravilhosa com que a vida me tinha presenteado. 

Desde muito cedo, comecei a ingerir grandes quantidades de álcool. esse, que me foi de grande beneficio. Inicialmente deu-me, algum lucro. Até me atrevia a completar que o álcool esteve sempre presente e foi a minha muleta na ascensão ao sucesso. Sem o álcool possivelmente, não teria conquistado o estatuto do bem sucedido na vida. Quanto mais tinha, mais, triste e mais infeliz me sentia, e só o álcool preenchia este vazio existencial. Em 86 expandi os meus negócios , cobrindo todo o país. Foi o principio do fim. Tinha criado todas as condições, para poder beber sem ter quem me controlasse. Iniciei uma vida, que nem eu próprio acreditava nela. Mentira, mais Mentira, só Mentira, nada mais. Foram dois anos de mentira. Muita culpa, que tinha que ser abafada com muito álcool. Quanto mais bebia, mais insanidades fazia, mais culpa, mais bebida. Vivia atormentado, totalmente desgovernado, sem coragem para admitir o meu problema com o álcool. A minha vida era um inferno. 

 


Desculpava-me com os negócios, para me manter afastado da família e amigos. Ninguém se apercebia de nada, mantinha-me em movimento constante. Senti que tinha fracassado. Não passava de um excremento banhado a prata. Em 88 perdi tudo quanto tinha no norte do país. Senti um certo alivio, regressava a Lisboa e começaria uma vida nova, perto da família. De inicio tudo corria bem, rapidamente cultivei sucesso e riqueza, estabilizei as minhas finanças, recuperei o prestigio e credito. Mas foi sol de pouca dura. Esqueci o inferno rapidamente. Até era um bom exemplo de homem de sucesso, em dois anos tinha recuperado, o que por insanidade tinha perdido, depressa me auto justifiquei. A arrogância e prepotência tomaram conta de mim. Os meus consumos de álcool dispararam, novamente e começaram os primeiros sinais de fragilidade. Fui fazer um batalhão de exames e o diagnostico não podia ser mais negro. O GGT era 881, hepatite B, Ulcera no esófago, danos no pâncreas, no estômago e no intestino delgado, alem da deterioração do funcionamento do cérebro. Deixei a minha esposa a assumir o comando e controle de um pequeno mas rentável negócio e decidi reformar-me. As condições estavam criadas para voltar ao inferno de novo. Sem saber, o álcool estava a controlar e manipular todas as minhas decisões. Reformei-me com o propósito, de criar as condições para, viver uma vida calma isenta de stress (tinha na altura 37 anos).
 

 


Comprei na altura um terreno com 5000m onde construiria a casa dos meus sonhos. Afastava-me de tudo que me provocava stress, “principal” causador, do meu consumo. Mantive-me seis meses sem beber. O corpo recuperou milagrosamente. Novo batalhão de exames, e mais uma vez, era um exemplo de sucesso. Estava magnifico, só GGT se encontra um pouco a cima dos valores máximos. Estava de parabéns era hora de festejar com umas cervejas. Foi esse primeiro gole, que me abriu as portas do inferno. Nesse dia já não fui para casa, telefonei a minha esposa e, (recomeçaram as mentiras) disse-lhe que precisava de ficar, para organizar o trabalho para o dia seguinte ( a verdade é que, pela primeira vez, não me sentia em condições, de conduzir até casa). Tinha chegado de uma só vez, ao mais profundo dos abismos. Assim dei inicio a cinco longos anos de sofrimento. Quanto mais queria parar, mais consumia. Para que a família não se apercebesse decidi ficar na obra com a desculpa, do desgaste dos cerca 90 quilómetros diários, assim, poderia controlar melhor o meu beber e parar de vez.

Quantas vezes tentei parar, quantas, fui parar as urgências de um hospital. Encontrava-me num deserto de areias movediças. Quanto mais me mexia mais me enterrava. Tentei tudo. Procurei AA fiquei muito entusiasmado mas pus a fasquia muito alta. Comecei com ajuda psiquiátrica, mas, foi pior a emenda do que o soneto. Alem do álcool havias as drogas. Ao mesmo tempo que os dias passavam, maiores eram os meus medos e sentimentos de culpa. Pensava constantemente no suicídio. O meu filho e minha esposa, procuravam ajudar-me, com os melhores especialistas na matéria, mas encontrava-me cada dia pior. A medicina pela voz dos melhores especialistas, considerou-me um caso perdido. Foi com este diagnostico que me internaram no famoso pavilhão 21 no hospital psiquiátrico da capital. O Fim, tinha-se chegado ao fim. 

 

Sem dignidade. Tudo tinha sido uma mentira. Não pode haver nível mais baixo, drogado, a babar-me, era o que restava de um homem bem sucedido. Um fim miserável.

Mais um louco que precisa de ser sedado, perdendo toda e qualquer noção de espaço e de tempo. Perca total de vontade, de querer, sem se poder defender e dizer por favor dêem-me uma morte digna.

Tinha sido reduzido a um vegetal.

Meu filho não suportou ver-me naquela miséria, assinou os temos de responsabilidade necessários e troce-me para casa, dependente das necessidades mais básicas.

Quinze dias depois ainda fraco, muito ansioso e perdido, consegui alguma autonomia. Não tinha deixado de ser um caso perdido. Agora o diagnostico era outro, antes morrer, que ficar para toda a vida assim. Ao fim de 10 anos recordo-me do olhar dos meus filhos. Impotência e resignação. 

Uma necrose, as células do cérebro estavam em processo degenerativo não havia nada a fazer.

Uma devastação total.

Então conheci na altura o embrião da Metamorfose Real. Hoje 10 anos depois sou um homem novo.

Conheço o verdadeiro significado da palavra sucesso.

Hoje sou livre para apreciar a vida.

Hoje respeito o álcool e agradeço-lhe, porque graças a ele estou bem comigo.

Hoje tenho tudo o que necessito para ser e sou. 

Hoje sou Famoso, Amado e Respeitado.  

Enfim sou feliz sem álcool, MAS GRAÇAS A ELE.

Mais uma vez Obrigado Álcool.

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Comentário de NEUZA MARIA RIBEIRO BISCHOFF em 7 fevereiro 2014 às 22:37

maguinifico

Comentário de MONICA TOLEDO em 10 março 2012 às 15:39

           APEGO X DESAPEGO
Em boa hora aparece este tema que me chamou a atenção me levando a uma reflexão: reportando-o a minha vida.
Discorrer sobre desapego me leva a diversas vertentes: a vertente material onde deve ser o foco para o crescimento interior e a vertente emocional onde se encontra o sentimento de posse, de poder, de ser.
O apego ao materialismo nos deixa por vezes cético, pois o que se foca é sempre o poder da matéria em detrimento da emoção.
O apego emocional não fica mito distante do material quando nos tornamos excessivamente apegados a emoção, ao sentimento. Caímos no erro de nos acharmos dono seja de for a situação.
O apego neste sentido nos faz mediocremente possessivos e egoístas. Tenho vivenciado nos últimos tempos este tema tão relevante. Onde, apegada ao sentimento não me dei conta que perdas faz parte do ciclo natural da vida.  E é através das perdas que devemos buscar o crescimento interior, o desenvolvimento voluntário das nossas vidas.
Tem sido muito difícil concatenar e aceitar a perda não a material, mas a emocional. No entanto, no decorrer de tantas variáveis que a vida oferece, estou buscando me desapegar desse sentimento e seguir em frente porque a minha vida ainda não terminou e enquanto houver uma chama de esperança, tenho que me superar e catar todas as pedras que aparecem em meu caminho para através delas re-construir uma estrada sólida.
Afinal, NADA É POR ACASO E o nosso propósito é o crescimento espiritual, o bem estar, aprendendo a cada dia.
 Mônica Toledo
09 / 03 / 2012.
“Não é a força dos grandes sentimentos que fazem os homens superiores, mas sua duração” _Nietzsche.

Comentário de MONICA TOLEDO em 18 fevereiro 2012 às 15:36

Compartilhar nossa história de vida é um momento de libertação dos sentimentos repremidos. A partilha  de textos são demonstração dos sentimentos que muitas vezes queremos fazer eclodir porém não temos a coragem suficiente de explanar oralmente. Os textos que geralmente escrevo, traduzem fielmente o momento em que me encontro.

Mônica Toledo

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