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"A CIÊNCIA PARA FICAR RICO"

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Esta é a história de uma menina muito só… uma menina sempre triste, pensativa e muito, muito observadora. Uma menina que, nos seus seis, sete anos… idade em que começou a frequentar a Escola, tinha como preocupação as necessidades dos outros - como viviam, o que lhes faltava, se estavam tristes e como poderia amenizar esse estado.

Na frente da casa de seus pais vivia uma família extremamente pobre, uma família, cujo casal (o pai um homossexual não assumido, a mãe semi-louca, provavelmente com esta situação) não auferiam rendimentos suficientes para sustentar três filhos e eles próprios. Eram duas meninas e um rapaz. O José, a Helena e a Florbela. Pelo Natal, sobretudo, esta menina sentia o Coração a sangrar. Na sua casa eram cinco crianças e Pai e Mãe; mas sempre havia algo especial - chocolates, uma boneca para as meninas e um carrinho para o único menino. Ela pegava nos chocolates e ia dividir pelos Amiguinhos. Era a única prenda que recebiam e ela ficava muito Feliz com a Alegria espontânea que sentia neles. Por vezes a mãe destes meninos desaparecia e dormia na rua e a menina ajudava os Amigos a procurar.

Mas não sentia o Amor de fora para dentro, sentia de dentro para fora. Sua mãe era muito dura, dando uma educação muito severa, sem lugar a colos ou abraços. Mas cuidava para que nada faltasse; bibe branco imaculado, cabelos penteadinhos (compridos e com cachos) boa higiene e lanchinho com pão quentinho da manhã.

O pai não tinha tempo, Era responsável de um Departamento na Câmara Municipal e estava sempre a trabalhar. A mãe era costureira e também trabalhava no campo. Certa vez, como se fosse um elogio, a mãe ,durante uma festa de família disse ser a menina muito teimosa (queria dizer resiliente), explicando que quisera abortar de todas as formas e a menina sempre sobreviveu. Todos riram, achando que era brincadeira… mas ela sabia que não… e a Alma se encolheu de Dor. O sentimento de Rejeição aumentou, agora sabia porque era sempre ela a sofrer as consequências de tudo que acontecia.

Ficou sem Amigos quando a Florbela foi morar na casa de uma tia. Passou a estar sempre sozinha. Assim dedicou-se aos Estudos e sempre tirava as melhores notas. Era muito Querida da professora, que sempre a convidava para tomar chá e comer bolinho, enquanto viam a Heidi. Da sua infância recorda, com  êxtase, as brincadeiras na rua com os Irmãos, as conversas literalmente á volta da fogueira com as Amigas da Mãe… os passeios no campo com a sua Querida Prima Cidália… as idas a casa da avó materna, aos ovos, fazendo desvio pelo caminho por casa da Tia Irene, que adorava a sua menina e tinha sempre um refresco de morango guardado para a ocasião. O seu Primo João, retornado, como se dizia na época, que trazia histórias mirambulantes para contar…

O dia que apareceu a Prima Lúcia com uma revista na mão. Feliz, pois a sua Prima estava na revista, tinha ganho um prémio de literatura. O prémio deu a seus Pais, por Gratidão e para ajudá-los, pois tinha noção da dificuldade de criar cinco filhos. E os passeios de balouço com a Vina, sua Irmã danadinha… as idas á feira  a pé com  a avó materna, vender cestas e cestos de vime, da sua pequena loja artesanal. Três maridos tivera esta avó… gentil, amorosa, determinada, trabalhadora…

Esta menina cresceu. Foi trabalhar muito cedo e estudou muito… queria ajudar os pais. Nas férias trabalhava em fábricas, com o objetivo da independência económica.

Conheceu um moço, de Coração muito bom… por quem se apaixonou. O sonho da Alma Gémea e ser Um só. Um casamento de Princesa, com uma Casa digna de uma Princesa. Bonita, bem decorada, recheada de sonhos. O Jardim enorme, que ela própria construiu e uma Quinta enorme atrás. Que sonho… Levantava-se a cantar de tanta Felicidade, esperando o Amor voltar. Mas logo nos primeiros tempos, o Amor não voltava no fim do dia… só muito tarde e sempre cansado. Fim de semana tinha que ajudar os pais nas terras das Quintas e nunca estava em casa. Se fosse dado a escolher, escolhia almoçar com a mãe, em prol da esposa. E o sonho começou a ficar pesadelo. Ainda assim, a menina  decidiu que o Amor que sentia ia transformar a situação. E engravidou. Já sabia que ia ser um menino antes que a médica dissesse e até tinha sonhado com o rostinho Dele. Mais tarde veio a confirmar que era um premonitório.

E começaram a surgir… antes do acidente do sogro, calamidades, mas também coisas Boas; era avisada piedosamente, mas sem tempo para intervir. Começou uma aventura frenética de busca por Deus… o preenchimento do vazio… aconteciam fenómenos muito estranhos naquela Casa: portas que rangiam e fechavam sozinhas, torneiras que abriam e a água inundava a casa… cortinados caíam… louça saltava… ouvia vozes e sentia Presenças.

Por vezes estava sozinha e á meia noite a luz apagava e ouvia-se barulho na Garagem. Levantava-me descalça e descia os degraus na escuridão, chamando mentalmente o Arcanjo Miguel… Micael, como adoro chamá-Lo. E tudo parava.  O meu marido começou a ficar estranho e violento, iniciando as agressões estando eu grávida.

Da sogra só desdém… penso que ciúmes e despeito, quer porque lhe roubei o filho, quer porque sempre a enfrentei. Passava o tempo a magicar enredos para distorcer a minha imagem como mulher e mãe. A minha cunhada desleixava os filhos… e mais uma vez os acolhi, passando a residir ali quase diariamente. Ajudei a educa-los com Amor, como se fossem meus Filhos. O meu Anjo mais velho chama-se Pedro Ricardo e sempre foi isso mesmo: um Anjo. Quase morremos durante o parto… mas foi sempre um lutador.

Foi um orgulho para toda a família. Um neto varão. Lindo de morrer. Mas ainda assim as relações eram uma constante disputa pelo poder. Viviam para me humilhar e demonstrar superioridade. Pessoas mesquinhas, desonestas, hipócritas, frias e calculistas, exploradoras de outros Seres Humanos e tremendamente egoístas. Acordei para a realidade deste Clã.

 Abandonei o meu marido perante a segunda agressão. Tinha o meu filho seis meses. Chegou a casa alcoolizado ou algo mais e desatou aos pontapés, mal o inquiri por onde tinha andado. Adormeceu como uma pedra e escondeu todas as chaves. Nessa altura já a minha sensibilidade tinha desabrochado deveras. Achei-as á primeira. Meti uma mala com roupas de bebé e os documentos dele e fui para a praia…a Intenção era atirar-nos lá para dentro… afogar a Dor na água salgada… mas ao fim de chorar compulsivamente umas horas e olhando aqueles olhinhos que mais pareciam duas Estrelas Cintilantes… senti uma Presença dentro do peito e ouvi algo a dizer: Estou aqui…aqui estou…enxuguei as Lágrimas e fui para Fátima…o meu Santuário de Eleição.

Ficámos até a tarde… o meu filho mamava e eu sem conseguir engolir uma migalha que fosse. Mais tarde ligou a minha mãe… o meu Pai estava a pedir para ir ter com eles, morar com eles. O meu marido andava como louco á minha procura, mas apenas para levar o carro de volta e a chave de casa. Chamou-me imensos nomes, mas já não havia lágrimas. Assim fiquei em casa dos meus pais. Tempos mais tarde apareceu ele novamente, de joelhos, jurando Amor e pedindo perdão. Suicidar-se-ia sem nós e jamais voltaria a fazer o mesmo. Um homem novo. Voltei. Ao fim de uns meses engravidei de novo. Mais um Anjinho Amoroso e Lindo. Mas já tinha receio. Foi durante a gravidez que ele se tornou violento.

Mas desta vez apenas desprezo, nada de físico.

Fui mãe e pai e entrei numa incrível história de Amor Sublime. Fui muito Feliz. Era mãe de cinco filhos; os meus, os afilhados e o marido. Mas sentia força e coragem e Amor profundo por todos. Até que chegou a Casa um dia anunciando que iria trabalhar no estrangeiro. Já tinha feito de tudo… levantar o dinheiro todo das poupanças para comprar carro novo sem eu saber, de modo que quando eu fosse ao supermercado o cartão não passava… uma vergonha num meio pequeno… esquecer-se de mim em qualquer lado… agora isto… ia deixar-nos.

Foram anos muito difíceis, mas dediquei-me á família… até aos que me odiavam… á casa, ás terras e aos Cursos. Tornei-me Terapeuta e aí tudo mudou cá dentro. A par do meu trabalho, numa Equipa da Seg. Social, que nunca deixei, esta era uma aventura fascinante. Dediquei-me a Deus e áquilo para o qual me estava a empurrar… para os outros… para o mundo.

Viajei ,estudei… mas eis que regressa o marido. Completamente transformado… para pior… agressões diárias na frente dos Filhos… trabalhando eu com mulheres maltratadas, estava num enorme sofrimento e não podia dizer… era humilhante demais. Comecei a ficar marcada… no corpo e na Alma...

Apaixonei-me pelo melhor Amigo comum e comecei um caso de Amor com ele. Procurava réstias de Amor. Fui aguentando todo este Inferno, porque obtinha Amor daquela forma. No trabalho começaram a ser brutalmente Cruéis comigo. Em casa pedi o divórcio e fui raptada. Estive 3 semanas sem ver os meus filhos. Algures na Inglaterra, esperando que me matassem. Mas não aconteceu… Deus intercedeu e voltei sã e salva. Nada se podia provar e todos escaparam impunes. O dinheiro neste país comprava tudo nessa época.

Morei ainda um tempo naquela situação, olhando aquelas pessoas que sabia que me odiavam. Um dia decidi que seria o último. Peguei nos meus filhos e saímos de casa só com as mochilas deles. A minha maior inimiga no trabalho (hoje é grande Amiga ) cedeu-me a casa da mãe, que estava na India. Após um dia gélido escondida no Jardim das Portas do Sol, com o outro senhor atrás de mim por toda a cidade, pude descansar num Lar verdadeiro. Chamei a Policia e fui a Casa buscar os pertences dos miúdos, mas nada trouxe para mim. E assim se passou uma semana em que as colegas foram um Tesouro de Generosidade e um Grande Apoio.

Encontrei um apartamento pequenino e dele fiz um Lar de Amor e de Paz. Assim encerrei um capitulo de violência e iniciei uma aventura de Amor e no Amor.  Os Anjos ajudaram muito. Fiz formações, dedico a minha Vida a Deus e aos Irmãos… aos meus Filhos e á Ascensão, que procuro fervorosamente. Conheci pessoas extremamente Evoluídas, com quem aprendi muito. O Amigo por quem me apaixonei traiu-me com a minha melhor Amiga… os choques sucedem-se. Mas aprendi que Ele vai tirando da nossa Vida quem não interessa.

Mas o milagre maior foi a visita do meu ex-marido para me pedir perdão (creio sincero) e tendo consciência que me perdeu para sempre, ameniza retomando a ligação perdida com os Filhos.

Os Milagres acontecem neste momento. Aquela menina era sempre eu… Maria… menina-mulher… com uma grande aprendizagem na forma de sofrimento… mas ainda com um Coração Fervendo de Amor. A vida deve ser feita como Deus a sonhou para nós… não como achamos que deve ser. Creio que o Tempo mais Feliz ainda está porvir… Esperarei em Deus !!!

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