O Ativista da nova era é uma comunidade de homens e mulheres de todas as raças e credos que em primeiro lugar querem melhorar suas vidas.

Badge

Carregando...

Membros

"A Ciência para Ficar Rico"

Publicidade!

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Música

Carregando...

Ouvia alguém partilhar sobre algo que lhe incomodava, e apenas duas palavras despertaram em mim uma identificação. Quando partilhei apercebi-me da importância e da bênção de poder ter a oportunidade de desbloquear algo tão importante para a criação da minha Riqueza.

Alguém falava, e essas duas palavras sobressaíram: Confiar, desconfiando. Aquilo entrou dentro de mim como que uma lanterna iluminando um local que não recebia luz há muito tempo.

Isso fez-me observar as minhas atitudes, ações, respostas. A conversa interior, aquela parte de mim que fica sempre alerta. Sempre soube da minha dificuldade de me entregar plenamente à vida, mas agora conseguia vê-lo de uma forma mais clara.

Eu entrego-me, mas não entrego tudo. É como que se eu entrasse quase na totalidade, como que um “olho” que fica atento observando: Eu confio naquela pessoa, mas desconfiando.

Eu fico sempre alerta. Não quer dizer que não me vá relacionar com ela, partilhar de mim, abrir-me, mas não vou dar tudo o que tenho. Fico atenta, e se tudo correr bem eu fico contente porque fiz o que devia ter feito e a pessoa fica contente porque eu mostrei confiança nela.

Mas se algo correr mal eu sou a primeira a dizer: pois, eu sabia que havia ali qualquer coisa que não jogava bem! Eu sabia que não devia confiar totalmente nela, ainda bem que não lhe dei tudo o que tinha pois ela poderia usar isso contra mim!

Isto é tão importante! Pois eu sou a criadora de tudo o que envio, e se eu estou a enviar desconfiança, é isso que eu vou receber!

Lembro-me de quando era criança ouvir os adultos que me rodeavam dizerem: não confies em ninguém, nunca fales dos teus segredos ou das tuas fraquezas aos outros, eles usarão isso contra ti! Não dês tudo o que tens! Não confies – só devemos confiar na nossa família, especialmente no nosso pai e na nossa mãe, e mesmo assim há pais que abandonam os filhos e os maltratam e ainda há pais que abusam dos filhos. Se isto acontece entre pessoas que se conhecem bem, com uma ligação tão forte, então imagina entre pessoas que não são do mesmo sangue!

Através destes discursos de medo, guardei dentro de mim a defesa de estar sempre atenta às atitudes da outra pessoa, para ter tempo de me defender se esse for o caso.

Eu via os meus progenitores agirem de forma que pareciam confiar nos outros, e falavam coisas deles, e abraçavam-se, e tudo isso, e depois quando estávamos todos juntos, por exemplo na refeição, eles comentavam sobre essas pessoas, que não confiavam inteiramente nelas, mesmo que isso aparentasse.

Então eu aprendi a desconfiar e a disfarçar a minha desconfiança dos outros.

É interessante analisar tudo isto e conseguir ver com clareza de onde vieram essas defesas, e o quanto elas limitam a minha Riqueza.

De forma alguma faz sentido culpar, julgar ou criticar, pois pelo caminho, recebi o que todos tinham de melhor para me dar!

Faz-me lembrar de quando cheguei à Metamorfose Real. Caí lá de pára-quedas, não conhecia ninguém. Internei-me porque havia uma voz dentro de mim que me confirmava que tinha encontrado o lugar certo e que ali era seguro “abrir-me” e deixar que me “desmontassem” e voltassem a “montar”, e não havia perigo, eu podia fazê-lo. Mas não conseguia dar-me, abrir-me, baixar os braços e confiar plenamente. Havia algo dentro de mim, o tal olho atento, que observava tudo. Eu era tão desconfiada, mas sem mostrar. Eu analisava todas as atitudes, de todas as pessoas, e mesmo quando eu sabia, e sentia dentro de mim que era seguro fazê-lo havia algo, uma barreira, que eu mesma não conseguia passar dentro de mim.

Eu não conseguia acreditar que houvessem pessoas assim! Eu não conseguia conceber que existisse sequer alguém que fosse tão bom no seu interior que o seu objectivo fosse dar tudo o que tem, ajudar e Amar incondicionalmente sem pedir nada em troca (sem pôr expectativa e exigência; sem pedir segredo, sem se defender). Isso fazia-me imensa confusão, então eu estava sempre super atenta, e cada frase, cada palavra era minuciosamente analisada se poderia conter algum tipo de perigo.

Acabei por, ao longo do tempo ir me “despindo” dessa desconfiança com esse lugar e pessoas que me estavam proporcionando uma vida nova; resolvi entregar-me e seguir as sugestões, mas muitas vezes entrava nesse medo, batia nessa barreira dentro de mim, e não sabia como superá-la.

Quando ouvi essas duas palavras – Confiar, desconfiando – e quando partilhei, tudo ficou mais claro. Essa dificuldade de confiar a 100%.

Mas no fundo, se eu não confio nas outras pessoas é porque eu não confio em mim mesma. O meu mundo exterior só me mostra o meu mundo interior. E analisando o discurso dentro de mim, há sim, uma desconfiança das minhas capacidades, dons, qualidades, merecimento. Há até uma análise de todas as vezes em que tive atitudes, reações, respostas, que eu achei que não eram devidas, e que me fazem reforçar, quase como que dizendo para mim mesma: Como é que eu posso confiar numa pessoa assim? Isto era o que eu diria de outra pessoa que agisse assim.

O Universo é como um espelho que reflete o que vai dentro de mim. Se eu desconfio de mim mesma, ele vai mostrar-me isso – o meu mundo vai mostrar-me isso. Mas melhor do que isso, vai  dar-me todas as oportunidades e experiências para que eu possa trabalhar e desbloquear isso dentro de mim.

 

Obrigado pela oportunidade.

 

Elisabete Milheiro

Exibições: 31

Comentar

Você precisa ser um membro de Ativista da Nova Era para adicionar comentários!

Entrar em Ativista da Nova Era

Comentário de Maria Elisabete Raposo Milheiro em 1 abril 2012 às 8:55

Olá querida Mafalda, obrigado por te envolveres, isso é tão importante. Uma coisa que ouvi o António dizer, e que é tão importante passar: não devemos ter vergonha dos nossos filtros, não devemos ter vergonha daquilo que vemos, sentimos, do que nos incomoda em nós, devemos sim deitar cá para fora, só falando dessas coisas podemos passar para a fase seguinte e sentir coisas novas. Eu muitas vezes também sinto vergonha, porque a minha definição de certo ou errado me faz sentir mal com isso, mas comecei por fazer um esforço consciente para falar daquilo que me quero libertar, e comecei a sentir isso com mais clareza - preciso falar do que vejo agora, pois só assim poderei ver doutra forma, e tenho me sentido tão bem com isso. Não tenho sentido tanto medo de ser julgada ou criticada, porque sinto que estou a ser responsavél por mim ao fazê-lo, e que se alguém criticar ou julgar isso é problema dele, ele é que não está a querer aproveitar a oportunidade para crescer! Obrigado!

Comentário de Mafalda Cristina Silva Carvalho em 30 março 2012 às 18:58

Amiga Elisabete, eu também "sofro" da desconfiança que tu falas, eu também ouvi e oiço que nunca devemos mostrar aos outros as nossas fraquezas e as nossas vitórias, porque a maioria das pessoas é falsa. Mas, será que é assim? Ultimamente tenho seguido mais o que o meu coração sente em relação às pessoas com quem me relaciono e tento não ir pela opinião dos outros, e desta forma sinto-me melhor emocionalmente, não querendo dizer que estou sempre certa, mas pelo menos sigo a minha vontade.

Parabéns e obrigada, beijinhos

© 2019   Criado por Antonio Teixeira Fernandes.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

google.com, pub-8801366889305004, DIRECT, f08c47fec0942fa0