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"A CIÊNCIA PARA FICAR RICO"

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Antes eu achava que os dons já nasciam connosco. Uns sabiam fazer isto muito bem, outrosaquilo, pois cada um tinha o seu dom, e por isso tudo funcionava muito bem, porque cada um tinha nascido para fazer algo específico.

Como tal, eu tinha que encontrar o meu dom, e tinha que ser rápido, eu não poderia ter nascido sem um dom. Então a primeira coisa que me lembro de me elogiarem foi pelo facto de saber desenhar melhor do que os outros da minha classe. Cá está, algo que eu sei fazer melhor do que os outros, então deve ser este o meu dom! Devo ter pensado eu quando era criança…

Então tomei isso como verdade, e agarrei-me tanto a isso que anulei completamente todas as outras possibilidades. Isto é meu! Só meu! É este o meu dom, é isto que eu vou ser, fazer, até morrer!

Não tomava atenção nas outras aulas, não queria aprender mais nada, saber mais nada e até nas aulas de artes eu achava que sabia mais do que a professora…pois se esse era o meu dom, eu é que sabia, não é?...

Houve momentos em que duvidei desse meu dom – na altura em que já pesava a responsabilidade de entrar para um curso de artes – e lembro-me que essa fase de dúvida me fazia passar por uma fase de ausência de criatividade, e isso assustava-me: E se quando eu estiver na Universidade isto me acontecer? E se eu não conseguir? E se eu não for capaz?

Deixei de acreditar. Alimentei os pensamentos. Até aí nunca tive dúvidas de que esse era o meu destino, mas depois comecei a deixar entrar um pensamento, e depois mais outro, e mais outro, e como um puxa o outro, acabei me embrulhando neles, e tomando todas essas dúvidas como verdades.

Claro que fui eu que fiz esse trabalho todo, ninguém o fez por mim. Por muito que os adultos à minha volta discordassem ou concordassem com as minhas escolhas, eu é que tinha o poder de tomar a decisão – tantas coisas que eu fiz, que eram contra o que eles pensavam, mas que eu estava decidida a fazê-las, e fiz mesmo.

Mas por essa altura eu achava que essa era a única coisa que eu possuía, era aquele dom, e quando não conseguia desenhar era um terror para mim. Era um terror quando ouvia alguém dizer que eu era boa mas não o suficiente – pois eu só tinha aquilo. Era como que se me tirassem isso eu ficasse vazia…E senti esse vazio durante muito tempo, quando cedi às evidências das minhas médias baixas e ingressei numa escola particular num curso completamente diferente daquilo que eu havia sonhado…

Durante muito tempo parecia que nada fazia sentido – tinha estruturado a minha vida em volta desse sonho. Mas fui eu mesma que dentro de mim havia desistido dele, embora me justificasse com o poder dos outros sobre mim – tinha alimentado a dúvida, o medo, a insegurança…

Passei muito tempo ainda dizendo a mim mesma que seria apenas por um ano – depois pediria transferência para uma escola de Artes, mas fui arranjando desculpas para não o fazer, fui dando poder aos outros para continuarem comandando a minha vida, porque no fundo eu não me sentia capaz de o fazer…

Mas sempre a achar que me estava a distanciar do meu dom, e que por isso nunca seria feliz a fazer algo que não era a minha verdadeira vocação.

Mas será que era mesmo só isso que eu tinha para dar ao Mundo?

Não.

Claro que não.

Agora sinto que nós não nascemos com nada disso – não há dons, ou vocações, ou coisas com que nascemos já como pré-definidas. Existe um acreditar, existem dádivas do Universo, e podemos receber um pouco de todas elas. Eu posso ser aquilo que eu quiser, porque nada é meu. O facto de saber desenhar bem foi-me concedido pelo Universo, mas isso não implica torná-lo numa profissão.

Quando comecei a pensar que poderia ser um pouco de tudo dei-me conta de que sabia fazer outras coisas muito bem, e que nem por isso teria de torná-las como trunfos ou coisas que me fizessem sobressair.

Possivelmente se, em criança, tivesse sido elogiada por outra coisa qualquer, eu teria acreditado e teria desenvolvido isso, tomando como meu.

Mas nada é nosso, tudo nos é concedido, todas as habilidades se encontram disponíveis para todos – sem que precisemos tomar apenas uma como nossa, fazendo disso a nossa vida, e quem somos.

Quem Sou EU? Sou a Elisabete? Sou Artista Plástica? Sou Licenciada? Sou Portuguesa? Sou filha deste ou daquele? Sou as minhas crenças, hábitos, costumes, preconceitos?

Não, EU SOU O QUE SOU, e SOU TUDO O QUE EU QUISER SER!

Quando estiver no jardim, SOU JARDINEIRA, quando estiver dando aconselhamento, SOU TERAPEUTA, quando estiver cortando cabelo, SOU CABELEIREIRA, quando estiver passando a minha experiência a outros, SOU COACHER, quando estiver cozinhando, SOU COZINHEIRA, pois a vida só faz sentido se eu “vestir a pele” daquilo que surgir como oportunidade. Eu preciso dar o meu melhor no que fizer, só assim faz sentido, e não ser a melhor numa coisa só, para me sobressair ou exibir isso como um trunfo, cheia de medo de nada possuir para mostrar aos outros.

Há uma consciência cósmica onde tudo se encontra, e se eu me quiser ligar a seja o que for, e acreditar, então eu sou capaz de o fazer.

Naquele dia que fizeram esse elogio eu tomei isso como verdade, eu acreditei, e por isso fui capaz de desenhar e criar coisas fabulosas. Eu acreditei.

Posso usar esse mesmo acreditar, mas direccionando-o a TUDO, pois Deus é TUDO, está em TUDO, e nos oferece TUDO – É ISSO QUE É RIQUEZA, SER TUDO COM EXCELÊNCIA, EM CADA MOMENTO, EXECUTANDO CADA TAREFA, CADA AÇÃO, ESTANDO PRESENTE E EM AMOR.


Obrigado!

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