O Ativista da nova era é uma comunidade de homens e mulheres de todas as raças e credos que em primeiro lugar querem melhorar suas vidas.

Badge

Carregando...

Membros

"A Ciência para Ficar Rico"

Publicidade!

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Música

Carregando...

Sempre tive problemas em gerir a raiva. Cresci rodeada de pessoas que geriam a sua raiva de forma insana e autodestrutiva. E por isto eu simplesmente não queria senti-la, queria anulá-la na minha vida, tal como outras emoções que eu sentia que não sabia como lidar. Achava que as pessoas mais próximas de mim me magoavam com as suas formas de lidar com a raiva, e eu não queria ser assim. Então eu achava que, se colocasse a máscara de “querida” e “simpática”, conseguia anular a raiva. Eu achava que um sorriso “tirado a ferros” a mascarava…eu achava que uma palavra amorosa, mas mentirosa (do que eu realmente sentia), fazia alguma diferença. Achava que conseguia enganar os outros com essa postura, mas nem a mim me enganava…

Passei horas…durante anos…me massacrando a mim mesma, culpando-me por não responder aos outros quando eles me “humilhavam”; era tão severa comigo mesma que cheguei alturas de nem suportar a minha própria imagem e vós… Especialmente na adolescência – na fase em que sentia uma necessidade enorme de ser aceite e integrar-me – comecei “engolindo” toneladas de raiva! E não era suficiente a que surgia perante as situações, pois eu ainda a mastigava e voltava a mastigar; engolia, vomitava e voltava a mastigar e engolir de novo; “repastava” cada situação, “milhentas” vezes…

O dilema de querer ser aceite juntamente com o facto de não querer ser igual aos que tanto julgava e criticava, me baralhava por completo. Por um lado queria que gostassem de mim, então agia que nem um capacho, e quando me pisavam, tinha tanto medo de que deixassem de gostar de mim que não era capaz de ripostar de volta, e por isto me condenava constantemente.

Tornei-me num poço de raiva, onde estava tão transbordante que a mínima situação me levava a explodir que nem um vulcão! Não conseguia mais controlar, ela saltava por todo o lado. Nessa altura, em conjunto com muitas outras emoções que eu já não conseguia controlar, me levou ao fundo do poço.

Graças a Deus! Isso não era vida para ninguém! Nem sei como aguentei tanto tempo, e sem me destruir por completo…

Claro que tudo isso me forneceu lições importantíssimas:

Não são os outros, ou as situações que me provocam raiva, mas sim a forma como eu filtro o exterior – a perspetiva que eu possa ter do exterior (consoante as minhas crenças, preconceitos) é que me faz sentir mal, ou seja, eu sinto-me mal comigo mesma. Algum tipo de raiva que eu possa sentir, já lá estava, e sendo espremida saiu o que lá estava (quando esprememos um limão sai sumo de limão, e não de laranja…). Em vez de me colocar na postura de vítima devo sim agradecer por a pessoa ou situação me libertar dessa raiva que estava lá, corroendo os tecidos do meu maravilhoso e inteligente corpo.

Quanto mais lutar para não ser, fazer, ou ter algo é quando o estou atraindo para a minha realidade – toda a energia que deposito nisso está criando. Somos, temos, recebemos o que nos focamos.

Não consigo enganar ninguém senão a mim mesma.

A raiva não tem nada de mal, logo que não a mastiguemos nem a tornemos num ressentimento.

É como outra emoção; a zanga é saudável quando se lida com ela de forma saudável – ela nos impele a agir.

A necessidade de ser aceite pelos outros não faz qualquer sentido – eu é que preciso aceitar-me. O que os outros pensam ou sentem em relação a mim é problema deles. Eu não gosto de toda a gente, vou ter a pretensão que todos gostem de mim?

Gerir a raiva tem tudo a ver com deixá-la onde ela pertence – no momento em que ocorreu. Carregar a raiva de coisas passadas é insano e nos destrói. Não vejo as crianças carregando zangas – num momento estão zangadas, no outro já estão rindo às gargalhadas; isso sim, é saudável.

Não é necessário ripostar, preparar-se para responder à altura de ameaças ou condenações. Primeiro porque ao fazê-lo já o estou criando para mim. Segundo porque nunca passarei pela mesma situação, logo isso é igualmente uma perca de tempo. Terceiro, tudo o que a vida me dá, seja através de que mensageiro for, é só para meu beneficio e em vez de ver o mensageiro como o mau da fita, devo refletir sobre o que essa mensagem me quer dizer –  o que eu preciso mudar em mim?

Nunca ninguém me pode fazer mal, a não ser que eu lhe dê esse poder. Nós é que damos o poder ao outro de nos magoar – nós temos a escolha de ver a situação da forma que quisermos; ou aprender com ela, ou aproveitá-la como desculpa para nos sentirmos mal, justificando a nossa inércia em criar a Riqueza em nossas vidas.

Aceitar é o melhor remédio. Aceitarmo-nos, aceitar o que sentimos – aceitar não é concordar, conformar-se, acomodar-se, humilhar-se, ou tolerar – tendo consciência de que só assim podemos mudar.

 

Obrigado pela oportunidade de poder partilhar de mim.

 

Exibições: 31

Comentar

Você precisa ser um membro de Ativista da Nova Era para adicionar comentários!

Entrar em Ativista da Nova Era

Comentário de Mafalda Cristina Silva Carvalho em 31 maio 2012 às 14:59

Parabéns amiga pela partilha. Eu nunca senti que este sentimento fizesse parte da minha vida, mas ao ler as tuas palavras fez-me pensar e refletir sobre mim e sobre a forma como eu lido com os outros e com as situações. Nunca se sabe se eu não tenho necessidade de partilhar alguma coisa. Obrigada, beijinhos.

© 2019   Criado por Antonio Teixeira Fernandes.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço