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Nasci em 84, meu pai médico e minha mãe do lar. Tive o que o dinheiro pode dar porem hoje gostaria de ter nascido pobre. Meu pai me ensinava a ser racista, dizia que preto e pobre não tinha valor. Meus pais nunca nos deram beijos e abraços, fumavam e bebiam ate brigarem e se agredirem. Também agrediam aos 3 filhos, com bastante cintada.

O dialogo amigo até hoje não existe. Pois bem, cresci sem acreditar em Deus, com orgulho e arrogância do tamanho do mundo. Fiz muita sacanagem em minha adolescência. Bebi, fumei, usei cocaína, fiz suruba, sai com homem casado e com mulheres, tudo por diversão! Nunca havia, uma orientação moral, muito menos sentimental.

Essas questões para mim eram besteiras!

Depois dos meus 15 anos as coisas mudaram um pouco pois meus pais se separam e fiquei morando com meu pai, pois na minha opinião minha mãe tinha virado p*ta, assim como meu pai me ensinou a pensar sobre ela. Mas em ninho de cobras só poderia ter me dado mal, ou bem. Já que, se meu pai não tivesse me abandonado com minha mãe, com a desculpa de passar ferias, eu jamais haveria me desprendido de tantas imoralidades que aprendi estando ao lado de meu pai. Pois bem, depois que fomos, eu e meu irmão gémeo, abandonados com minha mãe para morarmos num quarto com banheiro que ela morava sem pagar aluguel. E morava com um ex-presidiário que era seu namorado.

Dormíamos, eu e meu irmão, numa cama de solteiro. Comíamos pão com mortadela e refrigerante todos os dias. Ela não tinha emprego, tinha um carrinho de bebidas que funcionava à noite na beira da praia. Depois de muitas brigas sobre como ela deveria gastar o dinheiro com algo mais decente para viver e não para beber, perdemos a briga para o alcoolismo dela e fomos morar em outra kitnet que conseguimos o dinheiro trabalhando eu e meu irmão pra conseguir.

Eu trabalhava a noite numa pastelaria ching ling, meu irmão foi ser segurança de um evento pra gente conseguir comer e pagar o aluguel. O dono de onde eu morava era um senhor que havia sofrido um acidente e vivia hoje numa cadeira de rodas e sem uma parte do cérebro, pois seu crânio era profundo do lado esquerdo. Um dia, não tinha o que comer e fui lhe pedir um prato de comida. Ele foi generoso e nos serviu, eu e meu irmão. Foi a primeira vez que recebi algo de graça. Isso despertou em mim algo bom pois comecei a pensar nas grandes questões da vida. Porque sofríamos tanto, mas nada comparado á outras pessoas? Existiria um Deus? Como ele é? Como ele funciona? Como poderia alcança-lo?

Conheci então um senhor que era um excêntrico. Falava de holística, Reiki, Xamãs, Espirito. Ele tinha seus cabelos brancos e um rabo de cavalo, era queixudo e usava óculos redondos do John Lennon.

Naquela época tinha muito jeito para desenhar caricaturas, já havia feito varias caricaturas de meus professores do colegial e as camisetas das gincanas da escolas eram feitas por mim, sempre com muito humor pois isso tenho de sobra. Fiz uma caricatura dele e ficamos mais próximos por isso. Aprendi muito com ele. Minhas grandes questões estavam sendo respondidas de forma espiritualizada.

Fiz tantas caricaturas dele que ele me pagou a minha CNH que eu queria mas não tinha dinheiro. Depois dessa fase encontrei um homem com seus 12 anos mais velhos que eu e queria uma família e eu queria uma proteção. Noivamos e eu engravidei. Durante a gravidez mesmo, ele me abandonou com um parente que se dispôs a me ensinar a maternidade. Fui para outra cidade, fiquei quase dois anos por lá, depois voltei para onde vivia minha mãe e meu irmão gémeo, que estava casado.

Busquei uma aproximação mais saudável com minha mãe, já que eramos adultas agora. Ela continuou a mentir e me enganar, mas o vicio do álcool já não lhe cegava totalmente. Foi ai que ela foi assassinada pelo namorado que ela estava há 2 anos. E eu que ainda não entendia os caminhos da vida. Entrei numa de descobrir porque as coisas aconteciam da forma que acontecia. Fiz algo sem pensar, e que se tivesse pensado, talvez não tivesse tido coragem. Peguei as coisas que eram da casa da minha mãe, aluguei um quartinho com banheiro para uma família de 5 pessoas que viviam na rua e dei o que era dela para essa família recomeçar. Quando eu fiz isso, senti grande energia e um sentimento de paz que jamais havia experimentado. E como sou intensa em tudo que faço, entrei nessa de cabeça.

Deixei meu filho por 5 meses com a avó paterna e fui ser hippie, viver do artesanato pelas ruas. Conheci a Umbanda, os evangélicos, os ateus, os Espiritas, o Santo Daime, por fim dessa jornada, descobri que tudo de ruim que me aconteceu era para o meu progresso. Descobri que tem algo me protegendo, pois foi quando eu fui mais humilde que menos mal me aconteceu. Foi pela primeira vez que descobri a minha responsabilidade com essa vida, e com as pessoas ao meu redor.

Descobri que tudo que vem do medo é para te fazer desistir e não conseguir ser melhor. Depois que me espiritualizei sem religião, mas tendo como base outras pessoas e suas religiões. Eu criei minha própria filosofia: ajudar, ajudar, ajudar! Para mim tudo se resume nessa ação. Se alguém te ama, ajude essa pessoa.

E quando alguém não te ama? Ajude também. Tem algumas pessoas na minha vida que já me deram rasteiras, alem de tê-las perdoado, ainda as ajudei de alguma forma (a oportunidade aparece rápido), e da oportunidade que tivemos em ser inimigos hoje somos amigos, sem magoas.

Talvez você pense "a magoa não pode ser tão importante assim". E você está certo. Não é a magoa o mais importante, e sim viver sem mágoas! Quando eu descobri que perdoando eu me liberto, e perdoando todo o mal que há neste mundo? Será que somos capazes! Ainda não é possível, pois essa filosofia de ajudar é para poucos.

Mas num futuro, a física quântica poderá provar a todos o poder dos sentimentos positivos, quem sabe não consigam fazer um vírus que afete toda a humanidade e o mal seja extinto. Essa é minha esperança, não do vírus mas que o mal seja extinto dos corações. Hoje tenho 31 anos, há 11 anos não como carne vermelha, há 6 não bebo nada alcoólico, há 7 anos não fumo, sou casada há 4 anos e tenho 3 filhos lindos e saudáveis.

Estou me formando na faculdade e me orgulho de nunca ter negado ajuda a ninguém e ter buscado outras oportunidades de ajudar as pessoas nas suas metamorfoses pessoais.

Não tem filosofia que nos ensine a amar, somente a dor no coração nos faz sentir o outro. E buscando o progresso do outro eu acredito no meu progresso. Essa foi minha maior lição até aqui. Não foi fácil consegui-la. Abri mão do luxo e do supérfluo. Depois abri mão de todo o sentimento negativo através do perdão. Depois comecei a ter ações transformadoras e desinteressadas.

Depois que alcancei a paz e não sinto mais dor alguma quando penso em mim, quero ver mais pessoas assim como eu. Essa historia pode alcançar pessoas que nunca me viram, mas sabem que em algum lugar tem alguém como eu, que vive apenas do necessário e usa o amor como alimento da alma.

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