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Artigo 13 da série “As Aventuras de uma Míope”

Uma das razões pela qual eu não me permito ver claramente é ter medo do mundo que me rodeia. Ainda não sei o que me fez acreditar que o mundo é um lugar perigoso, mas sei que isso faz parte do meu conjunto de crenças.

Ao longo do meu processo de melhoria de visão, fui prestando atenção àquilo que conseguia ver mais claramente. Depressa me apercebi que não consegui focar as expressões faciais das pessoas, se elas se encontrassem longe de mim. Multidões faziam-me ficar ansiosa, stressada e a minha visão piorava significativamente.

Então, apercebi-me do meu medo das reacções que os outros têm de mim. Apercebi-me que tenho medo que me façam mal e que me prejudiquem.

No fundo, fui passando por algumas experiências que comprovavam esses meus medos.

Mas vejamos. Se eu semear milho, vou colher milho, certo? Se pensamentos são sementes e a emoção, digamos, é a água que os permite crescer, ao longo deste tempo todo eu estivesse apenas a colher o que semeei.

A vida apenas espelhou aquilo que eu acreditei.

Agora que identifiquei isto e com a ajuda do workshop “O Poder de Querer Mudar” e as suas ferramentas, posso dizer-vos que consigo ver a vida com mais amor.

No passado dia 13 de maio, desloquei-me a Fátima para presenciar e fazer parte daquela onda de amor e gratidão, e para minha surpresa aquela multidão não me assustou. Consegui ver mais claramente do que antes e não me senti insegura.

Se consegui aquela postura naquele dia, com certeza consigo alcançá-la sempre.

No fundo tenho que ver a vida como ela me vê sempre: com amor, confiança e gratidão.

Ângela Barnabé

Publicado originalmente no meu blog

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